Olá Queridas Leitoras :)
Ainda se lembram de mim? ;)
Consegui arranjar um tempinho para escrever e saiu este capitulo. Espero que gostem dele e que comentem muitoooo! :p
Beijinhos e Boa Leitura :D
PS: Queria pedir a todas aquelas que escreviam histórias e que eu lia que me avisassem se já postaram para eu ir ler. Se já começaram novas histórias avisem na mesma. Já não leio nada há muito tempo e gostaria de continuar a seguir as vossas magnificas historias.
Acordei sobressaltada com o meu telemóvel a tocar. Odiava, de todo, acordar assim. Ainda meia ensonada olhei para o meu relógio, que estava na mesinha de cabeceira e pude ver que ainda eram 9 horas. Peguei no telemóvel e li no ecrã: “Tomy”. O que é que ele queria a esta hora? Que chatice! Depois de ontem não me apetecia nada falar com ele, mas tinha que atender senão ele ia estranhar. Carreguei no botão verde e encostei o telemóvel ao ouvido.
"-Bom dia amor! – disse-me.
-Bom dia. – respondi sem ânimo nenhum. Afinal não estava com animo nenhum para nada, muito menos para o Tomás.
-Então? Que se passa? Sinto-te triste. Aconteceu alguma coisa Isabella? – ele podia ser estúpido e ciumento mas por vezes também era querido e preocupado. E a verdade é que ele ainda mexe comigo… se bem que o Fred também. Aaaah! Estou farta disto!
-Não é nada Tomás. Eu é que acordei agora e ainda estou rouca. – pode ser que cole.
-Está bem, então. Sabes, estou com imensas saudades tuas. – ri-me.
-Eu também tenho algumas. – era verdade. Eu gostava dele… talvez já não sentisse amor nem estivesse apaixonada por ele… mas ele era… especial?
-Só algumas bé? – riu-se.
-Quando voltas? – não lhe respondi à pergunta. Eram algumas, não muitas, mas ele também não precisava de saber.
-Hoje lá para a uma. Vou para o aeroporto daqui a pouco.
-Está bem. Queres que te vá buscar? – perguntei-lhe.
-Não é preciso. Quando eu chegar ligo-te, pode ser?
-Sim. Olha, estiveste com os meus pais? – perguntei.
-Sim, e também estive com o pessoal. Eles mandaram-te milhões de beijinhos e querem que vás lá.
-Como é que estão os meus pais?
-Pareceram-me bem e trago-te umas coisinhas que eles enviaram.
-Está bem.
-Isabella, hoje podias vir dormir a minha casa, para matar saudades. – riu-se. Vai ter uma sorte…
-É melhor não… A Diane não está cá e seria chato deixar o Frederick aqui sozinho.
-Pois, deixar o Frederick sozinho é chato e não convêm muito, agora deixar-me a mim é na boa. Estou cada vez mais farto desse Frederick… -levantou significativamente a voz.
-Tomás, não tens o direito de falar comigo dessa forma. Não entendo qual é o teu problema e estou farta destas discussões.
-Não entendes qual é o problema? Pensava que era evidente. Odeio ver-te a sorrir lá com o outro inglesinho, serem super íntimos e viverem juntos. Achas que tenho paciência?
-Eu não vou perder tempo a discutir muito menos ao telemóvel. Eu gosto de ti, mas foi um grande erro começarmos a namorar. A nossa amizade era muito melhor do que este namoro, que não passou de um capricho.
-Estou a pensar seriamente em voltar para Portugal. Afinal, não estou ai a fazer nada. O Frederick é melhor companhia do que eu de certeza.
-Tomás não sejas estúpido. Eu não tenho nada com o Frederick. Somos só amigos, entendes? Ou és demasiado ciumento para perceber tal coisa?
-Isso eu não sei. Sabe-se lá o que é que tu e ele andaram a fazer neste fim-de-semana… - agora ele tinha passado dos limites.
-Olha eu nem te respondo. A confiança é a base de tudo e acho que já não a temos, ou melhor, tu já não a tens à bastante tempo. Talvez seja melhor colocar um ponto final nisto. Falamos quando cá chegares. – neste momento já estávamos os dois a gritar um com o outro.
-Também acho melhor. Estou farto destas merdas. Eu quando chegar vou ter aí a tua casa.
-Como queiras. Faz boa viagem.
-Obrigada. – agradeceu e eu desliguei o telemóvel sem me despedir dele. Depois disto não merecia."
Atirei o telemóvel contra o chão. Estava enervada e furiosa com ele. A nossa relação, se é que isto se pode chamar relação vai ter que acabar. É o melhor para mim. Estou farta de sofrer por quem não merece. Dirigi-me à casa de banho, liguei a água, despi-me e enfiei-me na banheira. Demorei bastante tempo no banho porque estive a relaxar. Saí da banheira e peguei em duas toalhas. Uma enrolei-a á volta do corpo, outra no cabelo. Abri a porta e o Frederick estava encostado à parede, certamente à espera que eu saísse da casa de banho.
-Bom Dia! – disse ele todo sorridente.
-Bom dia. – sorri sem animo nenhum e segui caminho até ao meu quarto, ele vinha atrás de mim.
-O que é que se passa? Não me pareces nada bem. Foi o Tomás? – como é que ele sabe? Será que me conhece assim tão bem?
-Não. Não te preocupes. – não lhe ia contar a verdade. Ele não precisava de saber.
-Deves pensar que me enganas. Quando é que falaram? – chato.
-És mesmo chato… Hoje, de manhã. – ele sentou-se na minha cama e eu estava de costas para ele a mexer numas coisas na secretaria.
-E…? Conta lá gordinha. – e agarrou-me na cintura, rodando-me de forma a eu olhar para ele.
-Gordinha? Quem te dera obeso. – pus-lhe a língua de fora.
-Pronto eu sei que tu és linda e que eu não passo de um feio mas não é necessário seres tão má.
-Se todos os feios fossem como tu isto aqui era um paraíso. – ele partiu-se a rir com a minha frase… super estúpida!
-Hoje estás tão toninha. Mas vá, conta lá…
-Não há nada para contar. Para variar discutimos e ainda por cima ele hoje vem para cá… - bufei.
-Tem calma. Só não entendo como é que me tens aqui a mim e ainda andas atrás do português. Os ingleses são sempre mais sexys. – riu-se.
-Frederick está caladinho. Não me chateies que eu estou sem paciência para as tuas piadinhas parvas. Deves pensar que eu mando no meu coração. Eu é que tenho culpa de gostar dele…
-Pronto, desculpa. Só te queria fazer sorrir. – fez uma pausa e olhou para mim. –Isabella…
-Diz…
-E o que aconteceu ontem…? Nada? É para esquecer…? – agora até tive pena dele, com aquela cara tristinha e super tímido.
-Não sei… Não me perguntes mais nada sobre isso. A minha cabeça neste momento tem tudo baralhado. Só te peço que não esperes por mim, segue em frente.
-Eu espero por ti se quiser, tu não tens nada a ver com isso. E eu vou esperar o tempo que for preciso.
-Frederick, eu não quero que faças isso. Tens aí tantas raparigas giras atrás de ti por isso não tens motivo nenhum para ficares à espera de uma que não sabe para que lado é que se há-de virar.
-Elas até podem ser muito giras mas nenhuma é como tu. Isabella faz aquilo que tu achas que é melhor para ti, aquilo que te vai fazer feliz… só te digo uma coisa, tu vais ser minha custe o que custar. – riu-se e mordeu o lábio que me fez quase cair para o lado.
-Falas de mim como eu se fosse um brinquedo. Mesmo que namoremos eu nunca vou ser tua. Eu sou de mim própria. – ri-me.
-Eu depois digo-te quem é de quem. – riu-se.
-Não sejas parvo. Hoje ficas cá á tarde? – perguntei.
-Sim, tenho de estudar. E tu?
-Eu também fico.
-Ainda bem pequenina. Olha vou tomar banho e já venho ter contigo. – sorriu e já ia a sair do quarto.
-Espera aí… - ele olhou para trás e entrou novamente, aproximei-me dele e dei-lhe um abraço. –Obrigada. – sussurrei-lhe ao ouvido e dei-lhe um beijo na bochecha.
-Não me agradeças e para a próxima não me agarres, nem me sussurres ao ouvido e muito menos me des uma beijo na bochecha porque eu tenho medo de me descontrolar. – riu-se.
-Estúpido. Para a próxima vais ver.
-Estava a brincar. – riu-se. –Fica sabendo que eu gosto muito de ti. – sorriu.
-Eu também gordo.
Ele saiu do meu quarto e eu fechei a porta. Peguei em roupa interior e vesti. Como não ia sair de casa vesti uns calções curtinhos pretos e uma t-shirt branca com uns desenhos. Calcei umas havaianas e arrumei as roupas que tinha pelo quarto espelhadas. Ouvi a porta da casa de banho a abrir por isso o Frederick já tinha acabado de tomar banho. Sai do meu quarto e encontrei-me com ele no corredor. E lá vinha ele com uns boxers pretos vestidos e com a água ainda a escorrer-lhe pelo corpo atlético. Que visão… Acorda Isabella! Ele é muito querido, simpático, fofinho… e deus grego mas ainda és uma rapariga comprometida!
-Vou secar o cabelo. – avisei-o.
-Está bem. O que é que fazemos para o almoço? – perguntou.
-Eu depois faço qualquer coisa, pode ser? - sorri.
-Claro.
Ele seguiu para o quarto e eu para a casa de banho. Sequei o cabelo e coloquei perfume. Limpei a casa de banho porque para variar a criatura do Frederick não sabia tomar banho sem inundar a casa de banho. Quando acabei, fui para a sala ver um bocado de televisão porque ainda era cedo para almoçar. Passado pouco tempo o Fred veio ter comigo.
-Não vais fazer o almoço? – perguntou-me.
-Ainda é cedo.
-Vai fazer agora. Estou a morrer de fome. – pediu.
-O que é que queres comer?
-Aquela massa que tu fazes super boa.
-Outra vez isso? - já era para aí a centésima vez que eu vazia aquilo em uma semana.
-Anda lá. – fez beicinho.
-És mesmo chatinho. Anda me ajudar então.
-Tchii, ó Isabella… deixa-me ficar aqui a ver televisão.
-Ficas aí mas também não comes.
-Pronto, pronto, já estou a ir. – levantou-se num instante do sofá e fomos os dois para a cozinha. Eu comecei a fazer a massa e a carne e ele colocou a mesa e fez a salada. Almoçamos descansadamente e depois ele arrumou a cozinha. Só para que fique claro, ele arrumou porque eu obriguei, não por vontade própria como é lógico. Lá para as duas ele foi para o quarto estudar e eu fiquei na sala. Estava entretida a ver televisão quando a campainha tocou. –Eu vou. – gritei para o Frederick. Abri a porta e era o Tomás. Já esperava que fosse ele por isso não fiquei surpreendida.
-Olá. – disse. Ia dar-me um beijo na boca mas eu desviei-me. Ele bufou.
-Queres ficar aqui na sala ou vamos para o quarto? – perguntei-lhe.
-É-me igual. – puxei-o para o quarto.
-Trouxes-te aquilo que os meus pais me enviaram? – perguntei-lhe.
-Sim, pega. – deu-me uma mala.
-Obrigada. – pousei-a em cima da cama. -Podes te sentar. – ele sentou-se e eu encostei-me à secretaria. Ficamos em silêncio durante algum tempo. O Tomás olhava para o chão e eu para a janela. Já estava farta deste silêncio todo por isso decidi intervir. –Tomás… começas tu ou eu? Estou à espera.
-Não sei o que é que queres começar.
-Na minha opinião temos de conversa… Não estamos nada bem e eu estou a ficar farta das discussões e dos teus ciúmes parvos.
-Ciúmes parvos? Eu bem vejo como é que ele olha para ti. Os vossos olhares um para o outro. Achas que eu sou parvo, achas Isabella? – e lá começou ele a gritar.
-Sinceramente acho. Entre mim e o Frederick não existe absolutamente nada a não ser amizade, mas se não confias, o melhor é acabar com esta palhaçada. Acho que já aguentei tempo demais.
-Isto para ti foi uma palhaçada, foi? Eu vim de propósito ter contigo, porque te amava, amo. E tu estás a chamar a isto palhaçada?
-Não, não foi uma palhaçada. Foi uma coisa que eu quis e que tu quiseste por isso temos os dois responsabilidade. Só acho que já há algum tempo que não existe confiança da tua parte, e isso estragou a nossa relação.
-Eu confio em ti, só não confio no inglês.
-Se confiasses em mim não me acusavas como fizeste no telefonema. – já estávamos a berrar um com o outro. – Também, ninguém me garante que tu não te envolves-te com ninguém em Portugal. Afinal tens por lá muitas amiguinhas.
-Eu era incapaz de te trair. Apesar de tudo amo-te e secalhar é por isso que não suporto perder-te graças ao outro.
-Tomás por mim damos um tempo. Eu já não aguento mais sentir-me pressionada pelos teus ciúmes e discutir dia sim, dia não por coisas absurdas. Se não existe confiança é melhor acabar com isto.
-Se é assim que queres eu não sou ninguém para te impedir. Como é que ficamos? Acabou? Para sempre?
-Vamos dar um tempo. Isto assim não está a dar. – já nos tínhamos acalmada e agora falávamos tranquilamente.
-Como queiras… Já sabes que se precisares de alguma coisa estarei sempre aqui. Não quero perder a tua amizade porque foste demasiado importante.
-Obrigada. Também estarei sempre aqui se precisares. Só te peço que me des tempo para pensar melhor nisto.
-Está bem. Eu vou indo porque não estou aqui a fazer nada. Olha, pega isto. Eu comprei-te este fim-de-semana em Portugal. Espero que gostes. E também tenho aí uma carta que podes ler se quiseres – deu-me uma caixinha.
-Fica com isso para ti. Eu não quero. -disse-lhe.
-Isabella eu não quero isso para nada. É uma prenda de um amigo, não de namorado. – sorriu tristemente.
-Como queiras Tomás… assim é melhor.
-Eu vou indo. Fica bem. – deu-me um beijinho na cara e saiu disparado do quarto. Passado uns segundos ouvi a porta a bater. Suspirei e sentei-me na cama com o embrulho e a carta nas mãos.