Quinta-feira, 25.08.11

Porque que tenho que escrever um título?

 

Olá Queridas Leitoras!

É normal que já nem se lembrem de mim, afinal já não venho aqui à quase 2 meses. 

Pensava que agora nas férias ia ter muito mais tempo para postar mas enganei-me. Tenho andado ocupada e sinceramente não tenho tido paciência nenhuma para escrever. Por isso vou suspender o blog durante tempo indeterminado. Agora com as aulas vai ser mesmo muito difícil postar e não vos quero prometer que vou postar e depois não cumprir.

Peço imensa desculpa a quem gosta de ler as minhas historias por muito horríveis que elas sejam.

Vou fazer os possíveis para voltar ao blog mas agora é me impossível.

Espero que não se esqueçam de mim e que quando eu voltar voltem as ler as histórias.

Beijinhos e até um dia. 

Mariana Mariana às 15:07 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sábado, 02.07.11

Demi-plié: Capítulo XIV

 

 

Olá :) 

O capítulo de hoje está pequenino e uma porcaria porque estava sem imaginação nenhuma. 

Tenho tido muito poucos comentarios e isso deixa-me desanimada para escrever.

Não estão a gostar da história? Querem que comece uma diferente? Digam-me alguma coisa por favor.

Beijinhos e Boa Leitura*

 

 

 

 

Isabella Stevens


Não dormi nada a noite passada pois o Frederick estava sempre a tossir. Fui sempre vendo se ele estava com febre, já que suava bastante, mas não me pareceu que a testa estivesse quente. Conclusão, ele devia estar a chocar uma gripe. Logo agora que falta uma semana para as aulas acabarem e para eu ir a Portugal. Já acordei há algum tempo mas achei melhor deixar o Fred a descansar. Fui fazer-lhe um chá e umas torradas para ele tomar e agora vou leva-las. Cheguei ao quarto e pousei o tabuleiro com as coisas na mesinha de cabeceira ao lado dele e sentei-me numa pontinha da cama.

 

-Freddy acorda. – abanei-o devagar. Ele virou-se para o outro lado e murmurou alguma coisa que eu não entendi. –Frederick anda lá, já é tarde. –abanei-o com mais força e ele aí olhou para mim com uma cara de sono.

-Bom dia! – sorriu com aquele sorri maravilhoso dele e deu-me um beijinho na testa.

-Trouxe-te o pequeno-almoço. Senta-te que é mais fácil. – ele sentou-se e pegou no tabuleiro.

-Obrigado amor. – sorriu. -Dói-me imenso a garganta.

-Deu para perceber… Hoje à noite não paraste de tossir.

-Pois… se calhar não devia ter dormido contigo. Ainda vais ficar doente… - era impressionante como é que ele só se preocupava com o facto de eu, eventualmente, ficar doente.

-E não te preocupares tanto comigo? Parece-te bem? – pisquei-lhe o olho.

-Não me parece nada bem. –sorriu e começou a tossir.

-Ontem apanhas-te frio amor? – perguntei-lhe.

-Deve ter sido quando eu fui cortar a relva. Estava fresco e eu estava de t-shirt.

-Queres que te faça mais alguma coisa? – perguntei-lhe.

-Não. Vai fazer o que quiseres que eu fico aqui.

-Vou levar isto á cozinha e colocar a roupa a lavar e a secar, pode ser?

-Claro Isabella. Não te preocupes que eu fico bem. – sorriu e eu dei-lhe um beijo na testa que só por acaso estava super quente.

-Fred… tu estás com a testa a escaldar. Vou buscar uns comprimidos e um termómetro.

-Que exagerada. Não está assim tão quente. – ele estava com a mão na testa.

-A febre deve-te estar a fazer delirar, é que só pode. – abanei a cabeça negativamente e ele riu-se. – Já venho.

 

Peguei no tabuleiro, desci as escadas e fui até à cozinha. Pousei o tabuleiro e no balcão. A Diane tinha lá um armário que mais parecia uma mini farmácia, por isso abri-o e tirei a caixa dos comprimidos, o termómetro e enchi um copo com água. Voltei ao quarto e ele estava sentado na cama com uma bola de basquetebol pequenina a brincar. Devia ter ido ao quarto buscar.

 

 

Frederick Parker

 

Acordei com fortes dores de garganta e a Isabella tinha-me trazido o pequeno-almoço à cama. Cismou que eu tinha que medir a febre e tomar umas tretas e por isso foi lá abaixo buscar o que ela acha que é preciso. Eu aproveitei logo para ir buscar a minha bola de basquetebol ao quarto. Já que ela me ia obrigar a ficar na cama…

 

-Já foste ao teu quarto não foi? –ela tinha entrado no quarto com um copo de água, uma caixa de comprimidos e o termómetro.

-Eu posso estar constipado mas graças a Deus ainda me consigo movimentar. - ri-me.

-Sempre engraçadinho. Mede a tua temperatura para ver se tens febre.

 

Deu-me o termómetro. Coloquei-o debaixo do braço e esperei durante uns minutos. Tirei-o e olhei. 38° graus. Dei-lhe o termómetro.

 

-Não é assim tanto. Não é preciso ficar todo o dia trancado em casa. –disse-lhe preparando-me para me levantar da cama, mas ela empurrou-me.

-Frederick Parker deita-te e cala-te. – Frederick Parker? Deita-te e cala-te? Passou-se. Depois sou eu que deliro com a febre. - Olha lá o que é que tu andas a aprender na universidade? Não és tu que queres ser médico? – Ela sabe sempre argumentar super bem. Que raiva.

-Sim… E qual é o problema? Eu tomo um comprimido e já está. Isabella não sejas chatinha. – comecei a dar-lhe beijinhos no braço.

-Nem pensar. Tomas o comprimido e ficas a descansar. Não vais sair do quarto. –que chata. Salvem-me por favor!

-És pior do que a minha mãe. –bufei.

-As pessoas só se preocupam com as outras quando gostam delas mas se quiseres sair da cama estás à vontade. Só não venhas falar comigo quando estiveres quase a morrer num hospital. – e lá amuou. Aproximei-me dela e comecei-lhe a dar beijinhos pelo pescoço.

-Amor, não fiques amuada.

-Eu não estou amuada Fred. Faz o que tu quiseres, eu vou arranjar as roupas. – ela tem um feitio lixado.

-Isabella depois vens cá para a minha beira? – fiz beicinho e agarrei-a pela cintura.

-Venho chato. E que fique bem claro que eu só quero que fiques aqui deitado porque gosto muito muito de ti, sim? –sorriu.

-Posso te dar um beijinho na boca ou o vírus vai passar para aí? - ri-me e ela deu-me um beijo.

-És mesmo totó.

-Amo-te. –sorri.

 

A Isabella saiu do quarto e deve ter ido fazer o que tinha para fazer. Eu fiquei deitado a apanhar alta seca. Comecei a brincar com a bola de basquetebol porque não me apetecia ver televisão. Não sei quanto tempo é que já tinha passado mas já estava farto de estar deitado e de não ter companhia por isso levantei-me e fui ao meu quarto. Vesti umas calças de pijama já que só estava com os boxers, uma camisola lavada e calcei as minhas pantufas. Como a Isabella ia reclamar achei melhor vestir também um roupão. Desci as escadas e fui à lavandaria mas ela não estava lá… por isso só podia estar na cozinha.  E estava mesmo. Para variar estava a passar a ferro. Encostei-me à porta e tossi para chamar atenção. Ela assustou-se e eu parti-me a rir.

 

-És mesmo idiota. O que é que estás aqui a fazer? – perguntou-me rabugenta.

-Estava farto de estar deitado e queria ver por onde é que andavas. – sorri.

-Eu já estou a acabar. Vai te deitar que eu já lá vou levar-te qualquer coisa para comeres.

-Não tenho fome, nem quero que andes a fazer-me as coisas. Anda lá para cima comigo. Estou farto de estar sozinho.

-Fred só me falta passar estas roupas. Eu já vou ter contigo, está bem? –perguntou-me.

-Eu fico aqui à espera.

-Chato. – resmungou e eu ri-me.

-Amor, tu não tens exames esta semana? – perguntei-lhe.

-Aham.

-Não vais ensaiar?

-Sim, mas hoje não. Amanhã acordo cedo e como tenho a manhã sem aulas vou ensaiar. –sorriu.

-E eu amanhã não sei se vou às aulas… -disse-lhe.

-Ficas amanhã a descansar e depois se tiveres melhor vais. – disse-me.

-Eu sei. –e comecei a tossir.

-Vai te deitar. Estás a apanhar frio. Eu já acabei e só vou arrumar isto. – disse-me.

-Está bem Isabella. Eu vou para o quarto. Anda rápido. – fui até ela e dei-lhe um beijo.

 

Voltei para o quarto e tirei o roupão ficando apenas com as calças e a camisola. Deitei-me de costas para a porta e cobri-me com o cobertor. Fiquei a olhar pela janela. Para a semana ia ficar cá em casa sozinho sem ninguém. Nem queria imaginar. Ia ser super secante. Primeiro ia ter milhões de saudades da minha princesa, depois ia ter que cozinhar e fazer essas coisas todas e para piorar ia ter exames logo ia-me matar a estudar. Os meus pensamentos foram interrompidos pela entrada da Isabella no quarto.

 

-Demoras-te tanto tempo. –disse-lhe.

-Eu sei. A tua mãe ligou. –sorriu.

-E está tudo bem? –perguntei.

-Sim. Ela deu-me imensas recomendações por causa de tu estares assim e ficou preocupada contigo.

-Oh! Isto passa. Eu até já me sinto melhor. –puxei-a para mim e dei-lhe um beijo. Ela deitou-se à minha beira e encostou a cabeça no meu peito. -Gosto tanto de ti gorda.

-Estás a delirar com a febre amor? – riu-se.

-Não gozes Isabella. Eu aqui super querido e tu és assim. – fiz uma cara de amuadinho.

-Bé... estava na brincadeira. Vou ter milhões de saudades tuas quando for para Portugal. –olhou para mim e deu-me um beijo no queixo.

-E tu nem imaginas as que eu vou ter de ti. –dei-lhe um beijo na testa.

-Até aí vamos matando as saudades. – deu-me um beijo na boca e eu puxei-a para cima de mim. –Maroto. – sussurrou-me ao ouvido mordendo-me orelha. Eu ri-me e continuamos a namorar.

 

Mariana Mariana às 19:56 | link do post | comentar | ver comentários (32)
Domingo, 19.06.11

Demi-plié: Capítulo XIII/II

 

Olááá!

E aqui está a segunda parte :p

Espero que gostem :)

Boa Leitura ;)

 PS: Não sei quando é que volto a postar já que tenho exames na próxima semana -.- Wish me Luck! ;)

 

 

 

Demorei cerca de uma hora a arranjar o jardim todo. Pelo menos valeu a pena. Ficou bem cortadinho e tudo verdinho. Arrumei a máquina na garagem e aproveitei para colocar o meu carro lá dentro. Como estava suado tinha que ir tomar um duche rápido. A Isabella ainda estava a passar a ferro na sala.

 

-Amor vou tomar um banho rápido. Já volto. – dei-lhe um beijo na testa.

-Está bem. –sorriu.

 

Subi as escadas e fui para a casa de banho. Tomei um duche rápido e depois vesti uns boxers e uma t-shirt que eram o meu pijama. Já tinha espirrado algumas vezes e a garganta já me começava a doer. Também ninguém me mandou ir lá para fora de t-shirt… Deixei o cabelo molhado. Ele depois secava naturalmente. Desci as escadas e como a Isabella já não estava na sala fui à cozinha. Ela estava sentada na mesa a comer uma sandes. Já deviam ser para aí oito e tal.

 

-Gordo tens aqui uma para ti. – sorriu.

-Obrigada. – sentei-me à frente dela e comecei a comer a sandes. Era de atum, a minha favorita.

-Queres um bocadinho? A minha é de frango.

-Não. Come tu. –sorri.

-Fred estava a pensar ir a Portugal daqui a duas semanas… - eu tinha exames. Que merda.

-Não podes ir mais tarde? – perguntei.

-Queria fazer uma surpresa ao meu pai… ele faz anos… e já não vou lá há algum tempo…

-Eu não vou puder ir contigo… tenho exames…

-Aguentas uma semaninha sem mim aqui sozinho? –perguntei-lhe.

-Mesmo que não aguente o que é que eu posso fazer? – sorri.

-Pois… desculpa… mas é que…

-Isabella para já não me peças desculpa porque não há nada para desculpar. Vai a Portugal visitar a tua família e os teus amigos. Eu fico bem.

 

Nós vamos falando, pelo telemóvel ou até pela internet. Nós depois marcamos viagem e vamos os dois. Até podiamos passar lá o Verão…

 

-Eu vou morrer de saudades…

-Eu também vou ter muitas, mesmo muitas. Não sei se vou aguentar uma semana sem os teus beijinhos… -disse-lhe.

 

Ela levantou-se da mesa, pousou o prato no balcão e veio para o meu colo. Agarrou-se a mim e pousou a cabeça no meu ombro.

 

-Quanto a isso podes estar descansado porque eu nestes últimos dias vou te compensar. –deu-me um beijo que durou imenso tempo.

-Se sempre que fores para Portugal me deres desses beijinhos, por mim podes ir todos os dias. –pus-lhe a língua de fora.

-Eu sou te vou dar destes beijinhos quando me apetecer.

-Também gosto muito de ti. Sai do meu colo lontra. –ela saiu e levantou o meu prato colocando-o no balcão.

 

Fiquei sentado enquanto a Isabella passava os pratos por água. Quando ela terminou foi tomar banho e eu fui para a sala. Deitei-me no sofá, liguei a televisão e fiz zapping. Parei num filme que estava a dar. Passado pouco tempo o meu texugo chegou. Vinha com uns calções de pijama e um top. Como é que querem que eu resista a uma coisa tão perfeitinha? Ainda por cima já não entro em acção há imenso tempo. É difícil aguentar mas vai ter que ser.

 

-Deita-te aqui lontra. –ela deitou-se e deu-me um beijo.

-Quando eu for para Portugal prometes-me que tens juizinho? Nada de festas nem meninas, estás a ouvir? – perguntou-me.

-Está descansada. Eu só tenho olhos para uma menina. E essa menina nem sequer vai estar cá. –dei-lhe um beijo. -E eu é que tenho de estar preocupado, afinal vais estar perto do Tomás… -eu ainda tenho uns certos ciúmes relativamente ao Tomás… mas tinha dito isto na brincadeira.

-Frederick tinhas mesmo que falar dele? Estragas-te o momento não sei se percebeste. – e voltei a fazer merda…

-Era na brincadeira… Desculpa… -disse-lhe.

-As desculpas não se pedem evitam-se. – ela tinha ficado mesmo chateada.

-Eu sei que sim… mas foi numa de brincar… não fiques assim… -ia-lhe dar um beijinho e ela afastou-se e levantou-se do sofá.

-Perdi a disposição. Vou me deitar. Dorme bem. –dito isto subiu as escadas rapidamente.

 

Eu também não ficava na sala a fazer nada por isso desliguei a televisão, fechei as portas à chave, desliguei as luzes e subi para o meu quarto. Deitei-me na cama mas como é lógico não ia conseguir adormecer sem estar bem com a Isabella. Nem 24 horas passaram desde que namoramos e já estamos chateados. Perfeito! Eu devia ter ido atrás dela quando ela subiu… não devia ter ficado parado a olhar para ela… e jamais deveria ter falado do Tomás… Olhei para o relógio e faltavam 15 minutos para as onze. Ainda era cedo. Levantei-me e foi até à porta do quarto dela. Encostei o ouvido à porta para ver se ouvia alguma coisa. Conseguia ouvir música e passos por isso ela devia estar a dançar. Bati à porta e ela não disse nada. Ouvi a música a parar.

 

-Entra. – ouvi-a gritar. Eu assim o fiz. Entrei no quarto. Ela estava sentado na cama eu aproximei-me e sentei-me à frente dela. Peguei na mão dela e agarrei-a. – O que é que queres? – perguntou-me.

-Quero ficar bem contigo. Será que é assim tão difícil?

-Não é nada difícil. Só não gostei daquilo que dizes-te… tinhas que estragar o nosso momento por causa de uma pessoa que já não está na minha vida. E tu sabes perfeitamente que é passado… - ela tinha a sua razão mas também não precisa de ficar tão amuada.

-Eu sei disso e já pedi desculpas… Eu só disse aquilo na brincadeira… Eu confio em ti, acredita. –dei-lhe um beijinho na mão.

-A mão não precisa de beijinhos… mas a boca está à espera… - sorriu.

-A boca que espere um bocadinho porque eu vou espirrar. – e atchiiiim. Já era para aí o décimo espirro de hoje. A Isabella riu-se.

 

Aproximei-me dela e dei-lhe um beijo intenso. Fomos continuando a beijarmo-nos e cuidadosamente deitei-me em cima dela. As coisas foram aquecendo. Ela colocou a mão por baixo da minha camisola e modo a tira-la. Seguidamente coloquei as minhas mãos na cintura dela e rodei-a de modo a ficar ela em cima de mim. Tinha medo de ser demasiado pesado para estar em cima do meu tesouro precioso. Lentamente coloquei as minhas mãos dentro da camisola dela e ela estremeceu. Decidi não lhe tirar a camisola… talvez ela ainda não estivesse pronta para ser mesmo minha. Quanto a isso não havia problema nenhum. Eu esperaria. Continuamos com os beijos e ela pegou na minha mão e colocou-a dentro da sua camisola. Eu sorri e dei-lhe um beijo mais intenso. Tirei-lhe a camisola. Distribui  beijos pelo tronco dela. Continuamos com os beijos mas fomos interrompidos pelo telemóvel a tocar. Não ligamos e continuamos a fazer o que estávamos a fazer mas o raio do telemóvel tocou outra vez.

 

-Frederick é melhor atenderes. – disse-me a Isabella ao ouvido.

-Não me apetece amor.

-Frederick pode ser importante. É só um bocadinho. – ela tinha razão. Era melhor atender.

-Está bem. Eu vou atender. Já venho. – dei-lhe uma mordidela na orelha.

 

Levantei-me e olhei para o ecrã. Era a minha mãe. Atendi antes que aquilo parece de chamar.

 

-Olá mãe! – disse eu.

-Então Fred? Como é que estão aí as coisas? – perguntou-me.

-Estão perfeitas. –sorri e pisquei o olho à Isabella.

-Isso cheira-me a esturro. A Isabella está aí? Já não falo com ela há tanto tempo.

-Está aqui está. Eu vou-lhe passar o telemóvel.

 

A Isabella veio ter comigo e deu-me um beijo. Dei-lhe o telemóvel e ela lá se pôs a falar com a minha mãe. Encostei-me à secretaria, puxei a Isabella pela cintura e encostei-a a mim. Comecei a dar-lhe beijinhos no pescoço e ela tentava não se rir.

 

-Diane espera só um bocadinho que o Frederick está-me a chamar. – disse a Isabella ao telemóvel. Eu parti-me a rir. –Frederick pára quieto! Estás-me a fazer cócegas.

-Amor despacha a minha mãe. Estou farto de esperar e a minha boca precisa da tua saliva urgentemente senão desidrata.

-És mesmo porco! Agora espera e pára quieto. –voltou a colocar o telemóvel no ouvido. – Desculpe Diane, é que o Fred estava-me a perguntar se podia desligar as luzes de lá de baixo. – e lá continuou a falar com a minha mãe. Demorou para aí meia hora. Mulheres!

-Estava a ver que não se calavam. – reclamei.

-Já viste como é que tu és quando as coisas não correm como tu queres? – perguntou-me.

-A minha mãe interrompeu o nosso momento e a oportunidade de eu eventualmente sair da dieta. Queres que eu salte de felicidade lontra? – perguntou-lhe.

-Tu és impressionante! Só pensas em coisas perversas.

-Oh, não é isso amor. Eu amo-te e não era por não haver acção que deixava de namorar contigo. – ela riu-se. – Estás-te a rir de quê?

-Tu és um cromo. Acho piada o facto de estares a falar comigo sobre essas coisas. Primeiro falas-me em dieta, agora em acção? Só tu…

-Eu sei que é constrangedor. Eu nunca falo sobre estas coisas com ninguém… só com o Danny e é na brincadeira. Mas é mau, Isabella?

-Não, não é mau. Até acho piada falares abertamente sobre esse tema. Significa que não me escondes nada. –sorriu.

-E não escondo. Já agora… como nós nunca falamos de ex-namorados nem coisas assim do género… Tu ainda és… pronto… tu sabes…

-Virgem, totó? –perguntou-me ela a rir-se.

-Sim...

-Não, já não sou… Foi com o Tomás mas nós nem sequer namorávamos. Foi numa festa qualquer em que estávamos a jogar ao Verdade e Consequência e as coisas mais parvas da nossa adolescência acabam por acontecer. E tu?

-Eu também já não sou, mas isso tu também já devias imaginar… A minha também foi estúpida. Eu namorava com uma miudinha e numa tarde qualquer fomos para casa dela e acabou por acontecer. Mas não foi nada de especial. – ri-me.

-Vamos dormir amor? – perguntou-me.

-Posso dormir contigo? –fiz beicinho.

-Podes. –agarrei nela e dei-lhe um beijo.

 

Deitamo-nos os dois na cama dela. Bem apertadinhos porque a cama não era muito grande.

 

-Freddy desliga a luz. – arranjou uma alcunha para mim. Que linda! Eu desliguei a luz.

-Freddy? Gostei. – ri-me e dei-lhe um beijo na testa.

-Eu sou super fofinha. –riu-se.

-Estou com frio. – estava mesmo. Eu pelas vezes que espirrei hoje devia estar a chocar uma gripe.

-Chega-te para mim. –agarrei-a de modo as ficarmos os dois juntinhos. Coloquei o meu braço em torno da sua cintura.

 

Fizemos silêncio. Ela certamente já dormia. Fechei os olhos e também tentei dormir.

 

-Frederick? Estás a dormir? – perguntou-me baixinho.

-Não. –respondi.

-Posso te fazer uma pergunta gordo?

-Claro que sim.

-Quando dizes-te aquilo da dieta… Tu… esquece…

-Sim, eu já estou de dieta praticamente desde que chegaste cá a Londres…  Melhor, desde que fiquei vidrado em ti, que foi um bocado depois. Era essa a pergunta? –dei-lhe um beijo.

-Sinto-me privilegiada. –riu-se. - Amo-te muito! –deu-me um beijinho.

-Eu também. Vamos dormir que já é tarde lontra.

-Dorme bem bé. Sonha comigo. –riu-se.

-Eu sonho sempre amor. Vá, até amanhã.

 

Demos um beijo e não tardei a adormecer.

 

 

Mariana Mariana às 11:23 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Sexta-feira, 17.06.11

Demi-plié: Capítulo XIII/I

 

Olá :)

Agora vou postar a primeira parte deste capítulo pois estava bastante extenso.

Se comentarem muito posto a segunda parte ainda hoje :p

Espero que gostem :D

 

 

 

Acordei e não fazia a menor ideia das horas. Ainda meia baralhada olhei em volta e reparei que estava deitada no sofá com o gordo do Fred ao meu lado. Certamente tínhamos adormecido. Ele ainda dormia, como é lógico. Aquela criatura era mesmo preguiçosa. Ele tinha o braço dele a envolver a minha cintura. Olhei para a carinha dele e sorri ao pensar naquilo que nos tinha acontecido ontem. Aproximei-me dele e dei-lhe um beijinho na testa.

 

-Fred... acorda. – chamei-o baixinho mas nada. –Frederick está na hora, acorda. – empurrei-o levemente e ele abriu os olhos.

-Bom dia meu amor. –sorriu.

-Bom dia. –sorri e ele deu-me um beijo.

-O que é que queres para o pequeno-almoço? – perguntou-me.

-Vais ser tu a faze-lo? – perguntei a rir.

-Sim. Porque não?

-Está bem, mas não queres ajuda? –perguntei.

-Não. Vai tomar banho que eu trato de tudo. –deu-me um beijo na testa.

-Não penses que vai ser assim todos os dias. Eu também sei fazer o pequeno-almoço. –resmunguei.

-Está bem gordinha. É só hoje.

-É bom que seja.

-Eu aqui todo querido a querer fazer-te o pequeno-almoço e tu ainda reclamas. És mesmo má.

-Não é isso. Só não gosto que as pessoas me façam as coisas. Eu tenho mãos para alguma coisa.

-Isabella está bem, eu compreendo-te. Só hoje sim? –e fez uma carinha de súplica.

-Que remédio não é Frederick? –fiz uma cara de desagrado.

-Lontrinha não sejas assim tão teimosa. –deu-me beijinhos por toda a cara. Gostava tanto dele. Como é que é possível depois de eu o estar a chatear tanto ele ainda me encher a cara cheia de beijos todo carinhoso?

-É assim que eu sou. Se não gostas tens bom remédio. – claro que eu continuava a picar.

-Porque que és assim para mim? –perguntou-me com uma cara tristinha. Não resisti e dei-lhe um beijo. - Depois sou eu que sou mau e que dou graxa…

-Eu não estou a ser má, mas é o meu feitio. Nunca tive ninguém que me fizesse as coisas todas e não vai se agora que vou ter.

-Está bem. Então anda, vamos os dois fazer o pequeno-almoço. –levantou-se e estendeu-me a mão para eu me levantar. Eu agarrei e ele puxou-me encostando-me a ele. –Nem imaginas o quanto é que eu gosto de ti. –sussurrou-me ao ouvido.

-Eu também gosto muito de ti, mesmo muito. –demos um beijo e fomos para a cozinha.

 

Eu aqueci água para fazer chá e o Fred estava a fazer torradas. Coloquei a água quente em duas canecas e pousei-as na mesa. Peguei no cestinho dos chás e pousei-os na mesa. O gordinho do Fred fez imensas torradas. Sentamo-nos os dois à mesa e começamos a comer.

 

-Fred tu vais comer essas torradas todas? – perguntei-lhe.

-São poucas. – eram para aí 10 torradas.

-Quando fores gordo e não caberes nas portas eu não te vou ligar nenhuma.

-Já estou a ver que só gostas de mim por causa do meu corpo perfeito. –riu-se.

-Corpo perfeito? Deixa-me rir. Tu és feio e obeso.

-Tu também és feia e tens imensa gordura.

-Mas tu gostas da minha feiosidade e da minha gordura. – respondi-lhe.

-Pois gosto, mas tu também gostas da minha. – sorriu.

-Agora sem brincadeira… isso pode-te fazer mal. –avisei-o.

 

Ele pegou na caneca e no prato das torradas e colocou no balcão. Aproximou-se de mim e por trás agarrou-me.

 

-Não te preocupes tanto comigo. –sussurrou-me ao ouvido e deu-me um beijo na orelha.

-Eu só me preocupo porque te amo. –sorri e ele deu-me um beijo.

-Também te amo. – sorriu.

 

Arrumamos a cozinha e depois eu subi para o meu quarto. O Fred ficou na sala. Tomei banho rapidamente e regressei ao quarto. Vesti umas calças de ganga, uma t-shirt e um casaco. Calcei umas sapatilhas e peguei numa mala onde coloquei aquilo que ia precisar. Voltei à casa de banho, coloquei perfume e sequei o cabelo parcialmente. Desci as escadas e fui até á sala. O preguiçoso estava deitado no sofá a ver televisão.

 

-Fred, não queres vir comigo ao supermercado? –perguntei-lhe.

-Já me podias ter avisado. Assim já me tinha preparado.

-Pensava que não querias vir, mas não faz mal. Despacha-te que eu fico aqui à espera.

 

Ele levantou-se, deu-me um beijo na testa e subiu as escadas. Esperei cerca de 20 minutos.

 

-Vamos indo? – perguntou.

-Sim. –sorri.

 

Ele pegou nas chaves do carro e foi indo lá para fora. Eu fechei a porta e dirigi-me ao carro. Sentei-me no lugar de passageiro e ele começou a

conduzir. Dirigimo-nos para o supermercado onde costumávamos fazer sempre as compras. Ele estacionou o carro no parque e dirigimo-nos para o supermercado. Fomos buscar um carrinho e começamos as compras.

 

-O que é que queres comprar amor? –perguntei-lhe.

-Bolachas, Coca-Cola, um pacote de batatas fritas, pipocas, chocolate e coisas do género.

-Frederick eu perguntei o que é que tu querias comprar, mas estava-me a referir a comida.

-Até parece que o que eu quero não é comida. E não me chames Frederick, é feio. Fred é mais giro.  –respondeu com aquela cara de bebé que ele faz quando as pessoas o contrariam

-É como eu quiser. Para já o teu nome é feio sendo Frederick ou Fred. E como eu gosto mais de Frederick fica Frederick.

-O que é que eu fiz a Deus para merecer isto? – disse ele. Eu não lhe respondi e continuamos as compras.

 

 

Frederick Parker

 

Já estava no supermercado com a Isabella há imenso tempo. Pronto… não era assim há tanto tempo, 20 minutos mais o menos. Eu só ficava ao lado do carrinho há espera que ele trouxe-se coisas.

 

-Lontrinha, demoras muito? – perguntei-lhe enquanto íamos para a secção das bolachas.

-Nop é rápido. Não queres bolachas? –perguntou.

-Sim, eu vou buscar as que quero. Vai buscar uma sobremesa boa para nós. –pisquei-lhe o olho e fui buscar as bolachas que queria.

 

Voltei para o carrinho e fiquei há espera da Isabella.

 

-Frederick? - olhei para trás e vi uma rapariga que tinha sido minha namorada para aí no 12ºano.

-Olá! Então como é que estás Kate? –perguntei-lhe dando-lhe dois beijinhos.

-Bem e tu? Como é que vai o maior mulherengo de Londres? –sorriu. A Isabella tinha acabado de chegar.

-Ah, esta é a Isabella, a minha namorada. – disse para a Kate. –Isabella esta é a Kate. –elas cumprimentaram-se.

-Estou a ver que já andas mais calmo. – disse a Kate e a Isabella deu-me a mão. Ciumenta.

-Tem que ser. Vamos crescendo e queremos constituir família. –olhei para a Isabella e sorri.

-Quem diria! Se me contassem isto há uns anos não acreditava. –disse a Kate.

-A vida dá muitas voltas. –sorri.

-Mas vocês já estão casados ou vivem juntos? -perguntou.

-Casados não, mas já estivemos mais longe de sermos marido e mulher. – a Isabella apertou-me a mão… ou melhor, espetou-me as unhas na mão.

-Vejo que estás muito feliz. Felicidades para os dois. - disse a Kate.

-Nós agrademos. –sorri e despedimo-nos da Kate.

 

Peguei no carrinho e dirigimo-nos para a caixa. Pagamos as compras e depois levamo-las para o carro. Coloquei-as na mala e entrei no carro. A Isabella tinha ido levar o carrinho. Liguei o carro e quando ela chegou seguimos viagem.

 

-Quem era aquela rapariga? – perguntou-me a Isabella.

-Era um rapariga que andou comigo na escola. Foi minha namorada. – disse-lhe.

-Ah. – disse ela.

 

Pensei que ela me fosse perguntar alguma coisa sobre eu ter dito que já tínhamos estado mais longe de sermos casados…mas nada. Só disse aquilo porque pensei que a Isabella ia gostar. E… também quero casar e ter imensos filhos… e porque não com a Isabella? Eu amo-a, ela ama-me. Demoramos imenso tempo a ficarmos juntos e ela é perfeita. Chegamos a casa e arrumamos as compras todas. Já estava na hora do almoço e a Isabella tinha ido faze-lo. Eu estava na sala e a minha cabeça estava a andar à roda. Desde que tivemos aquela conversa no carro nunca mais falamos. Será que fiz merda? Levantei-me do sofá e fui até à cozinha. A minha lontrinha, sim porque ela agora era minha, estava com um avental virada para o fogão, ou seja, estava de costas para mim. Aproximei-me dela e agarrei-a pela cintura. Dei-lhe um  beijinho no pescoço.

 

-O que é que tens? –perguntei-lhe. Sentei-me numa cadeira e ela sentou-se no meu colo. Colocou os braços em torno do meu pescoço.

-Não tenho nada. Porque? –perguntou.

-Estás caladinha…

-Estou a pensar. – respondeu-me.

-Em quê? Pode-se saber? –sorri.

-Em nós, em Portugal…

-Não estás contente? – perguntei-lhe.

-Estou, muito mesmo. –deu-me um beijinho.

-Então o que é que se passa? –perguntei.

-És um chato. Já te disse que não se passa nada. – é a rapariga mais casmurra que eu conheço.

-Ficaste com ciúmes da Kate, foi? –ri-me.

-Mais o menos, mas não tem nada a ver com ela.

-Então, têm a ver com o que gorda? -sorri.

-Nós já estivemos mais longe de sermos marido e mulher, é? – disse-me com uma cara estranha. Já sabia que o problema era este.

-Sei lá. Se tudo correr bem… Espera aí… tu não queres casar, nem ter filhos… uma família? – perguntei-lhe.

-Não é nada disso totó. Só não estava à espera que dissesses uma coisa daquelas. Nós nem há 24hrs namoramos…

-Nós sabemos perfeitamente quem será o nosso par ideal. Neste caso eu sei que és tu. – dei-lhe um beijo.

-Amo-te. –sorriu e deu-me um beijo no queixo.

-E eu a ti. –sorri.

 

Ela saiu do meu colo e continuou a fazer aquilo que estava a fazer. Eu coloquei a mesa e almoçamos os dois. Depois do almoço eu estive a arrumar o meu quarto e a sala enquanto a Isabella limpou as casas-de-banho e o quarto dela. Estava exausto e por isso fui-me deitar no sofá. Fiquei a olhar para o tecto durante algum tempo até que me lembrei de ir ver aonde é que estava a minha princesa. Subi as escadas e fui procurando. Encontrei-a no quarto dela.

 

-Já arrumas-te tudo? – perguntou-me enquanto fazia a cama.

-Sim. – sorri. –Queres ajuda? – perguntei-lhe.

-Não é preciso. Já estou quase a acabar e depois só tenho que passar umas roupas a ferro.

-Amanhã podíamos sair de casa cedo e ir passear… -sugeri.

-Não tens que estudar? – perguntou-me.

-Já não tenho mais nada. Só tenho os exames e isso é daqui a duas semanas. Até estou a pensar não ir á universidade nesta semana…

-Não sejas preguiçoso. Não vais faltar. –que chatinha…

-Oh… mas amanhã saímos ou não? – perguntei.

-É melhor não… eu para a semana tenho exames de dança e preciso de ensaiar… mas podes ir tu… - sorriu.

-Achas que eu vou sozinho? Eu só queria estar contigo, mais nada. Não me importo de ficar cá em casa. –sorri. –Tens é que me deixar ver-te ensaiar…

-Nem penses Frederick. Tenho vergonha. – fez um sorriso envergonhado.

-Oh… Não entendo porque que tens vergonha. Eu só vejo um bocadinho, pode ser?

-És um chato. Amanhã eu decido. Agora vai embora que eu tenho que terminar de arrumar isto e contigo aqui não consigo.

 

Aproximei-me dela e agarrei-a pela cintura. Dei-lhe um beijo no pescoço

 

-É bom saber que não gostas da minha companhia… - sussurrei-lhe ao ouvido.

-Não é isso gordo, mas tu não te calas e eu fico a falar para ti e demoro imenso tempo.

-Queria estar contigo…

-Tu estás comigo. – mordeu-me o braço.

-Queria estar deitadinho contigo no sofá a dar-te muitos carinhos. –dei-lhe beijinhos na testa.

-Que proposta tentadora… mas deixa-me só passar a roupa. É num instante. Prometo.

-Odeio o “mas”. –bufei.

-Eu também te odeio a ti e ando aqui. – disse a Isabella.

-É bom saber. Despacha-te. – larguei-a e dei-lhe um beijo rápido na boca.

-Fred, não queres ir cortar a relva? Está a crescer imenso e o Verão está prestes a começar.

-Está bem. Fazemos assim, quando eu acabar de cortar a relva ficas por minha conta, pode ser? – sorri.

-Que remédio, não é? –sorriu.

 

Dei-lhe um beijinho e sai do quarto dela. Fui á garagem e tirei de lá a máquina de cortar a relva. O tempo estava frio e meio nublado. Tinha frio

mas não me apetecia ir buscar uma camisola. E não, eu não sou preguiçoso… só que subir aquelas escadas todas… Bah. Vou mas é contar a relva para depois estar com a gordinha.

 

Mariana Mariana às 15:29 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 10.06.11

Demi-plié: Capítulo XII

    

 Olá Queridas Leitoras :)

Espero que estejam a gostar da história :p

Hoje as coisas vão avançar significativamente e espero que estejam do vosso agrado ;)

Beijinhos e Boa Leitura.

Comento muito :D

 

 

O tempo foi passando e como é lógico as coisas também. Desde que eu e o Tomás terminamos o namoro só estive com ele uma vez. Ele veio despedir-se de mim pois iria regressar a Portugal. Afinal ele só estava aqui por minha causa por isso agora já não fazia sentido. Estivemos a falar e estamos amigos na mesma. Decidimos esquecer aquilo que aconteceu connosco pois era melhor para a nossa amizade. Eu sei que para vocês o que interessa na é o Tomás, não é verdade? Por isso vou passar para um tema bem mais interessante, o Frederick Parker. Então, por onde é que hei de começar… digamos que eu e ele andamos constantemente a discutir e a meter nojo um ao outro mas depois acaba quase sempre em beijo, e quando não é em beijo é outra coisa do género. A Diane agora está quase sempre em Portugal por causa do emprego e por isso a casa está por nossa conta. Como podem imaginar o Frederick já pensou em dar umas trinta festas mas eu corto sempre porque depois sou eu que tenho que arrumar. Quanto a Portugal já lá foi cerca de dois fins-de-semana e daqui a duas semanas devo ir para lá durante um mês, pois só falta uma semana para acabar o ano lectivo. Já estou em Londres há praticamente um ano! O tempo voa! Isso também não interessa para nada. Hoje é sexta-feira e não tive aulas à tarde. É uma e quarenta e o estúpido do Fred ainda não veio da universidade. Já tenho o almoço pronto há algum tempo e está a ficar frio. É sempre a mesma coisa, nunca chega a horas a nada. Falando no diabo ele acabou de chegar.

-Boa tarde gordinha! – gritou ainda da entrada.

-Está caladinho e anda almoçar. – disse-lhe eu.

-Ainda tenho que ir tomar banho. – disse-me já na cozinha, dando-me um beijinho na testa.

-Fred o almoço está frio. Tomas banho depois.

-Está bem. – sentamos-nos à mesa e começamos a almoçar. - Tens aulas à tarde? – perguntou-me.

-Não. Vou ficar cá em casa. – respondi-lhe.

-Eu hoje tenho jogo. Não queres vir? – sorriu. O Fred jogava basquetebol e nesta semana tinha aqueles jogos inter-turmas.

-Não sei se mereces. – respondi só para meter nojo.

-Anda lá Isabella. Hoje é a final e se ganharmos vai haver festa e como vamos ganhar não quero que fiques sozinha em casa à noite.

-Vão ganhar? Deixa-me rir. És um convencido.

-Oh. Então está bem. Se não quiseres ir não vás mas aviso-te já que não venho dormir a casa. – se não dorme em casa é porque pode, eventualmente, dormir ou até fazer outras coisas com alguma rapariguinha… e isso não pode ser…

-Por mim até podias dormir todos os dias fora de casa. Era para o lado que eu dormia melhor. – isto é tudo mentira mas é para ver se ele volta atrás. Eu não quero que ele durma fora de casa.

-Estás a dizer isso da boca para fora. – riu-se.

-Não quero mais conversa. Despacha-te a almoçar que eu tenho que arrumar a cozinha. – eu já tinha terminado o almoço mas o lento ainda não.

-Dá-me imensa pica ver-te assim amuadinha por minha causa. – riu-se.

-Primeiro eu não estou amuada e segundo se estivesse não era por tua causa de certeza.

-Pronto, já não digo nada. – levantou-se e colocou o prato na banca. Aproximou-se de mim e agarrou-me juntando o meu corpo ao dele. –Ficas irresistível com essa cara de mimalha. – sussurrou-me ao ouvido e mordeu-me a orelha.

-Pára quieto! Larga-me seu estúpido! – gritei.

-Até parece que não gostas. – riu-se.

-Por acaso não gosto. És um porco.

-Há quem goste do porco. – piscou-me o olho.

-Deve haver, deve. – não lhe faltam raparigas atrás mas eu tinha que meter nojo.

-Pensa como quiseres. Olha vou tomar banho. Até já. – ele saiu da cozinha e deve ter ido para a casa de banho.

Arrumei a cozinha toda em meia hora e depois fui buscar o ferro para passar a roupa. Passado pouco tempo a criatura chegou.

-Vou indo. Não venho jantar nem dormir. Até amanhã. Ah, e não me ligues porque eu vou estar ocupado. – que nervos. Ele fazia isto de propósito para me enervar… e conseguia.

-Está bem. Olha a que horas é o jogo? – perguntei.

-Não tens nada a ver com isso. – respondeu friamente. Eu não disse nada e ele veio até mim para me dar um beijinho mas eu empurrei-o.

-Ainda não foste embora?

-Oh Isabella… Não sejas má.

-Eu? Má? Frederick eu não quero conversa. Vai embora.

-O que é que eu fiz de mal? - perguntou.

-Ainda perguntas?

-Isabella, sabes que é na brincadeira. – ele estava à minha beira a mexer-me no cabelo.

-Frederick não me mexas no cabelo. Vai-te embora.

-Pequenina… -fez uma cara de bebe. –Sabes perfeitamente que eu gosto muito de ti… e não vou para o jogo sem estar bem contigo.

-Frederick não quero saber. Foste estúpido e agora sofres com as consequências. Para a próxima tem cuidadinho com a língua.

-Isabella… eu venho cá dormir, jantar eu faço tudo o que quiseres desde que não fiques chateada. – não lhe respondi e fiquei a olhar  para o chão. –Lontrinha… fala para mim. Anda lá.

-És um chato. Vai para o jogo e deixa-me estar em paz.

Sai da beira dele e ele veio atrás de mim. Apanhou-me desprevenida, encostou-me à parede, encurralou-me e deu-me um beijo na cara perto dos lábios. Como é que eu resisto? Pois eu não resisti e por isso mesmo dei-lhe um beijo na boca. Depois as coisas foram aquecendo. Os beijos foram-se multiplicando até que chegamos ao sofá. Ele deitou-me e delicadamente deitou-se em cima de mim. O meu cérebro gritava-me para eu parar mas o coração mandava-me continuar. Continuamo-nos a beijarmo-nos e o Fred começou a puxar a minha camisola para cima. Eu tinha que parar isto por isso peguei na mão dele e tirei-a da minha camisola.

-Fred é melhor pararmos. – sussurrei-lhe ao ouvido. Ele deu-me um pequeno beijo na boca e saiu de cima de mim. Eu levantei-me rapidamente. –Desculpa… a culpa foi minha.

-Porque é que foges dos teus sentimentos? – apanhou-me desprevenida com esta pergunta. Eu baixei a cabeça e  não lhe respondi. –Pois… Eu vou indo. O jogo é às cinco e meia. Aparece se quiseres. – aproximou-se de mim, deu-me um beijo na testa e sussurrou-me um “amo-te”.

Congelei por completo. Eu também o amo e ele tem razão, eu ando a fugir aos meus sentimentos. Aquele “amo-te” foi tão mas tão especial. Acordei do sonho e fui para o meu quarto rapidamente. Arrumei-o e depois fui tomar banho. Voltei ao quarto e vesti umas leggins pretas e uma camisola larga com um padrão florido. Calcei umas vans pretas e peguei numa mala preta de couro e coloquei para lá tudo aquilo que precisava.  Regressei à casa de banho e sequei parcialmente o cabelo. Coloquei perfume e maquilhei-me suavemente. Olhei para o relógio e já passavam das cinco e meia. Estava super atrasada. Que porcaria! Sai de casa à pressa e apanhei um táxi para me levar á universidade. Cheguei lá e faltavam dez minutos para as seis. Dirigi-me ao complexo desportivo e fui para as bancadas. O jogo já tinha começado e o Fred estava a jogar.

Frederick Parker

O jogo já tinha começado há algum tempo e a Isabella não estava cá. Certamente ainda estava chateada comigo e por isso se ganhássemos ia para casa. Não conseguia ficar aqui a divertir-me enquanto ela estava em casa sozinha. Agora tenho de me concentrar no jogo. Fomos jogando bem e estávamos a ganhar. Olhei para a bancada e foi aí que a vi. Estava sentada á beira da Rachel. A Rachel do Danny. Eles já estavam a namorar há imenso tempo e agora não tenho passado tanto tempo com ele. Olhei para ela e sorri. Ela sorriu também e eu pisquei-lhe o olho. Continuamos a jogar e eu marquei três cestos. Claro que sempre que marcava olhava para a minha gordinha linda e piscava-lhe o olho. Ela ficava corada e ria-se. O jogo terminou mas infelizmente perdemos. Estava super chateado. Fomos para o balneário. Tomei banho e voltei a vestir-me.

-Fred hoje não queres sair à noite? – perguntou-me o Danny.

-Estou cansado. Combinamos para a semana que já não temos aulas. Desculpa lá. – respondi-lhe.

-É na boa. Aproveito e estou com a Rachel. – sorriu.

-Ui! Isso aí está a andar bem.

-Pois…

-O mulherengo assentou. – ri-me no gozo. –Depois era eu que estava caidinho pela portuguesa. – até estava mas pronto.

-Até parece que não estás! Ela é que não te liga nenhuma.

-Até posso estar… mas nós agora temos andado mais íntimos. – ri-me.

-Íntimos? – riu-se o Danny. – Estou a ver, estou Fred. Sempre a marcar pontos na cama… até das portuguesas!

-Tchii. A tua mente anda um bocado perversa. Íntimos de beijos e assim! Nada a ver com cama…

-O quê? Tu andas este tempo todo de dieta? Quase há um ano? – perguntou ele super espantado.

-Fala baixo, pá. Ando e depois? Prefiro esperar.

-És mesmo tu? És o Frederick Parker que eu conhecia à um tempo atrás? – gozava o Danny.

-Não sejas estúpido. Eu gosto mesmo daquela miúda e espero por ela o tempo que for preciso.

-Já estou a ver que estás apanhadinho. Boa sorte com isso. – riu-se e deu-me uma palmada nas costas.

-Eu vou indo. Ficas? – perguntei.

-Sim, ainda tenho que arrumar as coisas. Avisa só a Rachel que eu não demoro. – pediu-me.

-Ok. Até amanhã. – fiz o meu cumprimento com ele e sai.

Cheguei cá fora e a Isabella e a Rachel estavam sentadas num muro ao lado do balneário. Aproximei-me delas e cumprimentei a Rachel com dois beijinhos e a Isabella com um beijo quase nos lábios.

-Rachel, o Danny mandou avisar que ele já vem.

-Está bem. Obrigada Fred. – sorriu.

-Vamos indo? – perguntou a Isabella.

-Sim. – respondi.

Despedimo-nos da Rachel e fomos indo para o carro de mão dada.

-O que é que queres jantar? – perguntou-me.

-Vamos jantar fora? Eu pago. – disse-lhe.

-Se quiseres podemos ir. – sorriu.

-Queres ir aonde?

-Escolhe tu. – respondeu.

Coloquei o meu saco na mala e entramos no carro. Liguei-o e segui caminho.

-Fred para quem ia ganhar o jogo… - disse a Isabella.

-Prefiro não falar disso. – respondi-lhe.

-Aí que amuadinho que o menino está.

-Sabes o que é que ia fazer com que eu não ficasse amuado? – perguntei-lhe a sorrir.

-O quê? – perguntou.

-Um beijinho teu. -sorri.

-Um beijinho meu era isso? – perguntou ela a sorrir e eu ri-me. –Dava-te todos os que tu quisesses se não estivesses a conduzir.

-Eu ouvi bem o que dizes-te por isso garanto-te que quando eu parar o carro vou-te raptar.

-És um totó. – sorriu.

-E tu amas o totó.

-Secalhar… nunca se sabe… - ela fez um sorriso maroto.

Da maneira como isto foi hoje ela ia ser minha. Ainda estou no paraíso com aquilo que ela me disse dos beijos todos que eu quisesse. Permanecemos o resto da viagem em silêncio e ela a meio da viagem colocou a mão dela na perna… isto foi um sinal que ela estava pronta. Chegamos ao restaurante e eu estacionei o carro numa rua lá perto. Olhei para ela e sorri. Ela sorriu e eu coloquei uma mecha de cabelo dela atrás da orelha. Não lhe queria dar um beijo porque não sabia se ela queria por isso estava-lhe a fazer festinhas na cara.

-Aí Fred, sempre pensei que fosses mais autónomo. – e espetou-me um beijo bastante intenso.

-Gordinha eu sou autónomo mas contigo todo o cuidado é pouco. Prometo que a partir de agora sou eu que tomo a iniciativa. – ri-me.

-Pois. Eu ando carente e quero muitos miminhos. – sorriu.

-Meus é?

-Sim, teus. – sorriu.

-Amo-te. – dei-lhe um beijo.

-Eu também. – sussurrou-me ao ouvido e deu-me um beijo no pescoço. –Fred vamos para casa.

-E o nosso jantar? – perguntei.

-Eu faço qualquer coisa rápida. E também não podemos andar a gastar dinheiro em coisas desnecessárias.

-Isabella eu não quero que tu cozinhes, muito menos hoje.

-Muito menos hoje? Não percebo porque.

-A minha namorada não vai cozinhar hoje porque eu não quero. – ri-me.

-A tua namorada? - riu-se.

-Sim. – sorri.

-Estava à espera de um pedido todo fofinho mas nada. Nem me perguntas-te nada.

-Oh… eu é que pensava que não gostavas dessas cenas…

-Estou a brincar contigo gordo. – deu-me um beijo.

Liguei o carro e passei pelo McDonald’s. Trouxe comida e depois fomos para casa. Jantamos e eu arrumei a cozinha. A Isabella tinha ido para a sala. Quando terminei fui ter com ela. Aproximei-me dela.

-Dá-me um espacinho para eu me deitar. – pedi-lhe. Ela estava deitada no sofá. Eu deitei-me ao lado dela e ela encostou a cabeça no meu peito. -Pensava que não ias ao jogo…

-Eu era para não ir mas tu tiras-me do serio. És mesmo estúpido e depois vens dar graxa.

-Desculpa lá mas tu é que me tratas mal. Eu só te beijava e agarrava-te para tu te calares. – disse-lhe.

-Aí sim? Deves pensar que eu me esqueço daquele “amo-te” antes de ires para o jogo. – riu-se.

-E amo-te... muito até. – sorri e dei-lhe um beijo na testa.

-Vês? Primeiro tratas mal e depois engraxas.

-Até parece que tu mereces melhor. – ri-me.

-Pronto se é assim não há nada para ninguém. – respondeu-me.

-Tens de me compensar já que eu hoje perdi o jogo. – dei-lhe um beijo no pescoço. –Até podias dormir comigo.

-Frederick vamos com calma. Não quero precipitar as coisas.

-Desculpa. – já tinha feito merda.

-Não peças. Eu sei que queres que isto corra bem.

-Quero mesmo. Se não quisesse não tinha esperado durante tanto tempo. – sorri.

-Pois… eu … enfim….

-Isso agora não interessa pequenina. Vamos aproveitar que estamos os dois sozinhos em casa.

-Sabes, amo-te muito. – deu-me um beijo.

-Eu amo muito mais. – dei-lhe um beijo e mordi-lhe o lábio.

    

 

Mariana Mariana às 22:31 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Sexta-feira, 03.06.11

Demi-plié: Capítulo XI

 

A partir deste capítulo as coisas vão avançar ;)

Espero que gostem :p

Beijinhos

 

 

-Entra. – gritei e ouvi a porta a abrir. Permaneci deitado na cama a olhar para o tecto.

-Frederick? – chamou-me.

-Sim diz.

-Desculpa lá aquilo que aconteceu há bocado. Não te quero magoar… foi um impulso…

-Por mim podes ter desses impulsos frequentemente. – ri-me.

-Eu aqui a morrer a pensar que te tinhas zangado e agora ainda gozas.

-Eu não estou a gozar mas agora falando asério, preferia que não voltasse a acontecer nada do género entre nós. - eu gosto muito da Isabella mas não quero andar aí aos beijos com ela e criar esperanças na minha cabeça e que depois não aconteça nada.

-Eu sei… desculpa Fred. Eu… foi sem querer… estávamos tão próximos e na brincadeira e… tu….

-Não precisas de explicar. Vamos esquecer isto. – seria impossível esquecer mas… tudo bem.

-Só quero que saibas que eu gosto muito mesmo muito de ti. – sorriu.

-Eu gosto mais. – pus-lhe a língua de fora.

-Não não gostas.

-Como queiras lontrinha. – ela riu-se.

-O que é que queres para o jantar? - perguntou-me.

-Eu hoje faço. Tu já fizeste o almoço. – levantei-me e fiquei de pé à beira dela. Ela era mesmo baixinha. Adoro assim raparigas, são mesmo fofas. Eu era enorme.

-Está bem.

-Olha, quanto é que tu medes? – perguntei-lhe.

-Não sei, porque gordo?

-És mesmo baixinha.

-Eu não sou baixa tu é que és gigante.

-Eu só meço 1 metro e 82.

-Só? Achas pouco Fred? – riu-se.

-Hum… assim-assim. Sempre tive alta panca por raparigas baixas. São sempre mais fofas e dá imensa vontade de abraçar. – ri-me e abracei-a. Ela, super querida, deu-me um beijo na cara.

-És tão tono. Anda fazer o jantar.

-Se não fosse o tono o que é que seria de ti… - disse para irrita-la.

-Oh... sabes perfeitamente que é na brincadeira. És um chato. – e resultou.

-Já não se pode dizer nada à menina que ela fica logo toda chateada. – já estávamos na cozinha. Ela a colocar a mesa e eu a fazer uma salada com atum e massa.

-Hoje estou chateada. O dia não correu propriamente bem… - disse ela com a voz um bocado desanimada.

-Para isso mesmo estou cá eu, para te alegrar. – sorri.

-Que querido. – sorriu.

-Tenho de te conquistar de alguma forma. – ri-me no gozo.

-Tu já me conquistaste há muito tempo, a vida é que por vezes não segue os caminhos mais certos.

-É uma questão de tu mudares esses caminhos e seguires em frente.

-Nem sempre é fácil. Há coisas que não se esquecem…

-E vais viver sempre presa a essas coisas? O futuro poderá reservar-te coisas muito melhores…basta quereres…

-Não vou viver sempre presa a essas coisas mas não me vou aventurar neste momento. Acabei de sair de um relacionamento por isso não me vou envolver noutro agora, neste momento.

-Pode ser que depois seja tarde… -tinha que disser isto. Eu amo-a e certamente que vou esperar por ela mas isso não significa que não me envolva com outras pessoas. Ela não me respondeu. Acabei de fazer o jantar e coloquei-o na mesa. Jantamos em silêncio.

 

 

Isabella Stevens

 

“Pode ser que depois seja tarde…” Isto não me saia da cabeça. Jantamos em silêncio, arrumamos a cozinha em silêncio e ele subiu para o quarto sem nada dizer. Sentei-me no sofá da sala e nem sequer liguei a televisão. E se for tarde quando eu estiver mentalmente pronta? Eu sei que o Frederick não têm que esperar por mim, afinal, eu não passo de uma paixãozita dele. Eu gosto dele e sinto-me atraída por ele mas acabei hoje, precisamente hoje, com o Tomás e acho que não devo embarcar agora num novo relacionamento que pode nem dar certo. O melhor é deixar as coisas andarem e ver o que é que vai acontecendo. Mas aquele beijo… significou muito, muito mesmo. Ele faz-me sentir segura, ao lado dele não tenho medo e as inseguranças desaparecem. Adoro aquele ar dele desajeitado, desleixado, super divertido e ao mesmo tempo querido. Até a forma dele andar, sorrir, beijar, abraçar é especial porque é dele e só dele. Já para não falar daquele corpo de Deus Grego que por muito que se diga que o que importa é o interior e não o exterior, é impossível ficar indiferente aquele corpo. Eu acordo a pensar nele, adormeço a pensar nele, dou comigo a pensar nele, sempre. O Tomás é o Tomás mas já passou. Foi bom quando durou mas agora vou avançar. Vou deixar as coisas andarem com normalidade e não me vou prender ao futuro. O que tiver de acontecer acontece. 

 

 

Mariana Mariana às 21:30 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Quinta-feira, 02.06.11

Demi-plié: Capítulo X

 

Olá :)

Os testes acabaram hoje e por isso tenho mais tempo para me dedicar ao blog :p

Por isso mesmo já tenho alguns capítulos escritos, logo vou começar a postar com mais regularidade :)

Espero que gostem deste capítulo :D

PS: Se comentarem muitoo hoje posto outro ;)

 

 

 

“Passado uns segundos ouvi a porta a bater. Suspirei e sentei-me na cama com o embrulho e a carta nas mãos.” (…)

 

Abrir ou não abrir? Eis a questão. Por um lado estava curiosa mas por outro achava que era melhor guarda aquilo e não abrir. Estive com este dilema cerca de meia hora até que decidi pousar a carta e a caixinha na minha secretária. Peguei na mala que os meus pais me tinham enviado e lá dentro estava um álbum de fotos meu, umas roupas e um envelope com dinheiro. Arrumei as roupas no armário, guardei o dinheiro na carteira para depois o depositar no banco e deitei-me na cama com o álbum. Queria vê-lo para matar saudades. Comecei a desfolha-lo e era inevitável as lágrimas não me virem aos olhos. As saudades eram tantaaaas! O álbum estava cheio de fotos minhas com os meus amigos e algumas da minha família. Bateram á porta e só podia ser o totó do Fred.

 

 

Frederick Parker

 

Depois do almoço vim para o meu quarto estudar. A Isabella foi para o quarto dela. Passado pouco tempo a campainha tocou e ela foi lá. Não demorou muito a ouvir berros vindos do quarto dela, logo só podia ser o parvalhão do portuguesinho. Não fui ao quarto dela porque não ia interferir nas coisas deles mas apetecia-me tanto partir a cara do Tomás! Os berros abrandaram e ouvi a porta da entrada a bater por isso ele tinha ido embora. Como a Isabella não veio lá ao quarto achei melhor não a incomodar. Certamente queria ficar sozinha. Com isto voltei ao estudo. Tentei mas não consegui. Já tinha passado algum tempo e não ouvia nem um pio dela. Sai do meu quarto e bati á porta do dela.

 

-Entra. – ouvi-a gritar. Assim o fiz. Entrei no quarto e vi-a deitada a chorar. Aproximei-me dela mas mantive-me em pé.

-O que é que tens? – perguntei-lhe.

-Nada. – respondeu-me com voz de choro.

-Ninguém chora por nada. Foi o Tomás? – voltei a perguntar.

-Não. Ele não me fez nada. E tão cedo não o vais ver. – um sorriso instalou-se de imediato na minha cara. Isto queria disser que eles tinham acabado ou algo do género. Agora tenho o caminho livre.

-Então para quê tanto choro gorda? - sentei-me à beira dele e limpei-lhe as lágrimas com a mão.

-Saudades. – disse-me fungosa.

-De Portugal? – perguntei-lhe. A resposta era óbvia mas mesmo assim.

-Tuas não são de certeza. – riu-se e pus-me a língua de fora.

-Tu nunca terás saudades minhas porque eu vou andar sempre atrás de ti. Nunca te vou deixar. Nunca, estás a ouvir? – sorri.

-Agora foste mesmo querido. Depois queres que eu não chore. – sorriu e deu-me um beijo na bochecha.

-O que é isso que estás a aí a ver lontrinha? - lontrinha é estranho mas é carinhoso, fofinho. Ahahah Ela é a minha lontrinha, gorda, pequenina. Talvez o “minha” não esteja muito correcto mas não interessa.

-Lontrinha Fred? Não queres inventar mais nomes estúpidos?

-É preferível lontrinha do que bebé ou princesinha. É bem mais criativo.

-Como queiras lontrinho. – riu-se. –Deita-te aqui ao meu lado. – eu deitei-me e ela encostou a cabeça no meu ombro.

-Estás a ver fotos? – perguntei.

-Sim. Vou-te mostrar aqui umas. – sorriu e começou a desfolhar as fotos. No inicio do álbum haviam fotos dela e de amigos. –Esta é a Leonor, a minha melhor amiga e o Tomás como já sabes. –a Isabella comparada com as amigas era a mais gira de todas… mas as portuguesas são bem melhores do que as inglesas. Mostrou-me imensas fotos dos amigos e depois chegou a parte da família. –Esta é a minha mãe e o meu pai. – sorriu.

-Estava a ver que não ia conhecer os meus sogros. – disse no gozo.

-Frederick, menos sim? Tem calminha senão sais já daqui da cama.

-Ui, até parece que te vou fazer alguma coisa por estar deitado ao teu lado. Eu não mordo lontrinha.

-Nunca se sabe. Mas continuando… esta é a minha cadelinha. – era uma labrador retriever castanha mesmo bonita. Quando chegamos ao fim do álbum tinha uma foto dela… com um rapaz que era… eu! –E esta sou em pequenina com…

-Este sou eu! Eu e tu. –disse eu super entusiasmado quase aos berros.

-Éramos tão lindos. – riu-se.

-Nós somos lindos Isabella.

-Vou colocar esta foto na minha moldura da mesinha de cabeceira. – sorriu e levantou-se da cama. Pegou na moldura, voltou para a cama e deitou-se ao meu lado. Tirou a foto que se encontrava na moldura que era dela e do Tomás e colocou a nossa em pequeninos. Eu estava super feliz por ela ter trocado a foto.

-Quero uma foto tua e minha para colocar no meu quarto. – disse-lhe.

-Qualquer dia temos de tirar uma foto. – sorriu. –Já estudaste tudo cromo?

-Quase. Amanhã continuo a marrar.

-Tens que me ajudar que eu não estou a compreender muito bem aquela matéria de matemática. –ela tinha algumas cadeiras em comum comigo, embora estivéssemos em cursos diferentes.

-Na boa lontrinha. Olha, vou ligar à minha mãe para saber quando é que ela volta. Já venho.

 

Sai do quarto dela e fui à sala. Peguei no telefone fixo e marquei o número. Passado pouco tempo a minha mãe atendeu.

 

-Olá mommy! – disse eu.

-Então Fred, como é que vão as coisas por ai? – perguntou-me.

-Bem.

-Bem? Só bem? Como é que está a Isabella?

-Está bem. Ela tem feito as refeições e eu ajudo. Temos mantido a casa limpinha, mais ela do que eu, porque já sabes como é que eu sou. Mas de resto está a correr tudo muito bem.

-Eu devo voltar para a semana, mas só venho no fim-de-semana porque o trabalho aqui anda muito intenso.

-Está bem, não há problema. – disse eu.

-Eu quando tiver novidades ligo. Vê lá se cuidas bem da Isabella e de ti, claro. Juizinho.

-Está bem mãe. Não te preocupes.

-Um beijinhos aos dois.

-Beijos para ai também. – desliguei a chamada.

 

Voltei para o quarto da Isabella e ela estava a arrumar o álbum e umas coisas. Como estava de costas era a altura certa para lhe pregar um susto. Caminhei super devagar e levezinho para ela não ouvir nada…

 

-Fred eu sei que estás aí. – ela descobria sempre. Que nervos!

-Assim não tem piada. – sentei-me na cadeira de rodinhas dela. E comecei a roda-la.

-Pareces uma criancinha que nunca viu cadeiras com rodas. – disse ela.

-Não sei qual é o problema. É mesmo fixe.

-Até pode ser, mas pareces um puto.

-Como queiras. Senta-te no meu colo e depois vais-me dizer se é assim tão mau rodar a cadeira.

-Achas mesmo que me vou sentar no teu colo? – riu-se.

-Não tem mal nenhum. Senta-te lá.

-Se me deixares cair mato-te. – ela sentou-se no meu colo e agarrou-se às mãos da cadeira, eu coloquei uma mão a rodear-lhe a cintura para ela não cair e com a outra dava lanço. A Isabella só se ria. Eu depois decidi parar porque já estava a ficar tonto.

-Já chega. – disse-lhe. –Agora diz-me lá quem é o puto?

-Está bem Fred, não é assim tão mau mas é demasiado estúpido.

-Até pode ser mas é divertido. – sorri. –Agora sai do meu colo que és pesada.

-Tu é que és um mariquinhas que nem comigo consegues aguentar.

-No meu colo só se sentam raparigas giras, inglesas e simpáticas. Lontras não se sentam. –adoro implicar com ela.

-Há-des de vir pedir coisas à Lontra que ela diz-te. É engraçado que sou Lontra mas andas sempre atrás de mim a chatear-me. –ela ia-se levantar do meu colo mas eu puxei-a pela cintura e voltei a senta-la. Dei-lhe um beijo na bochecha. - Agora não venhas dar graxa com esses beijinhos todos babosos porque eu não quero saber de ti. Tira as mãos que eu quero sair do teu colo. - para picar não a larguei e comecei a dar-lhe muitos beijinhos pela face. Ela tentava empurrar-me e eu ria-me. Mas nem imaginam o que ela fez a seguir… ah pois é. Aqui o Fred anda a marcar uns pontinhos pelos lados portugueses. Então… ela, a ISABELLA, espetou-me um beijo na boca, na BOCA. E com língua e tudo. O pack completo. Claro que eu fiquei todo contente. E olhem que durou bastante tempo. Quando aquele momento acabou ela levantou-se do meu colo e sentou-se na cama. Eu levantei-me da cadeira e fui para o meu quarto. Não dizemos nada um ao outro. Foi mesmo estranho. Entrei no meu quarto e deitei-me de barriga para cima na cama. Ainda conseguia sentir o seu doce sabor na boca e isso era mágico. Eu gostava dela. Amava-a. Agora sim, tenho acerteza disso, não é que já não tivesse, mas… vocês percebem. Fiquei durante uns minutos a olhar para o tecto e a lembrar-me do que se tinha acabado de passar até que bateram à porta. Só podia ser ela.

 

Mariana Mariana às 17:51 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Terça-feira, 24.05.11

Demi-plié: Capítulo IX

 

Olá Queridas Leitoras :)

Ainda se lembram de mim? ;)

Consegui arranjar um tempinho para escrever e saiu este capitulo. Espero que gostem dele e que comentem muitoooo! :p

Beijinhos e Boa Leitura :D

PS: Queria pedir a todas aquelas que escreviam histórias e que eu lia que me avisassem se já postaram para eu ir ler. Se já começaram novas histórias avisem na mesma. Já não leio nada há muito tempo e gostaria de continuar a seguir as vossas magnificas historias.

 

 

 

Acordei sobressaltada com o meu telemóvel a tocar. Odiava, de todo, acordar assim. Ainda meia ensonada olhei para o meu relógio, que estava na mesinha de cabeceira e pude ver que ainda eram 9 horas. Peguei no telemóvel e li no ecrã: “Tomy”. O que é que ele queria a esta hora? Que chatice! Depois de ontem não me apetecia nada falar com ele, mas tinha que atender senão ele ia estranhar. Carreguei no botão verde e encostei o telemóvel ao ouvido.

 

"-Bom dia amor! – disse-me.

-Bom dia. – respondi sem ânimo nenhum. Afinal não estava com animo nenhum para nada, muito menos para o Tomás.

-Então? Que se passa? Sinto-te triste. Aconteceu alguma coisa Isabella? – ele podia ser estúpido e ciumento mas por vezes também era querido e preocupado. E a verdade é que ele ainda mexe comigo… se bem que o Fred também. Aaaah! Estou farta disto!

-Não é nada Tomás. Eu é que acordei agora e ainda estou rouca. – pode ser que cole.

-Está bem, então. Sabes, estou com imensas saudades tuas. – ri-me.

-Eu também tenho algumas. – era verdade. Eu gostava dele… talvez já não sentisse amor nem estivesse apaixonada por ele… mas ele era… especial?

-Só algumas bé? – riu-se.

-Quando voltas? – não lhe respondi à pergunta. Eram algumas, não muitas, mas ele também não precisava de saber.

-Hoje lá para a uma. Vou para o aeroporto daqui a pouco.

-Está bem. Queres que te vá buscar? – perguntei-lhe.

-Não é preciso. Quando eu chegar ligo-te, pode ser?

-Sim. Olha, estiveste com os meus pais? – perguntei.

-Sim, e também estive com o pessoal. Eles mandaram-te milhões de beijinhos e querem que vás lá.

-Como é que estão os meus pais?

-Pareceram-me bem e trago-te umas coisinhas que eles enviaram.

-Está bem.

-Isabella, hoje podias vir dormir a minha casa, para matar saudades. – riu-se. Vai ter uma sorte…

-É melhor não… A Diane não está cá e seria chato deixar o Frederick aqui sozinho.

-Pois, deixar o Frederick sozinho é chato e não convêm muito, agora deixar-me a mim é na boa. Estou cada vez mais farto desse Frederick… -levantou significativamente a voz.

-Tomás, não tens o direito de falar comigo dessa forma. Não entendo qual é o teu problema e estou farta destas discussões.

-Não entendes qual é o problema? Pensava que era evidente. Odeio ver-te a sorrir lá com o outro inglesinho, serem super íntimos e viverem juntos. Achas que tenho paciência?

-Eu não vou perder tempo a discutir muito menos ao telemóvel. Eu gosto de ti, mas foi um grande erro começarmos a namorar. A nossa amizade era muito melhor do que este namoro, que não passou de um capricho.

-Estou a pensar seriamente em voltar para Portugal. Afinal, não estou ai a fazer nada. O Frederick é melhor companhia do que eu de certeza.

-Tomás não sejas estúpido. Eu não tenho nada com o Frederick. Somos só amigos, entendes? Ou és demasiado ciumento para perceber tal coisa?

-Isso eu não sei. Sabe-se lá o que é que tu e ele andaram a fazer neste fim-de-semana… - agora ele tinha passado dos limites.

-Olha eu nem te respondo. A confiança é a base de tudo e acho que já não a temos, ou melhor, tu já não a tens à bastante tempo. Talvez seja melhor colocar um ponto final nisto. Falamos quando cá chegares. – neste momento já estávamos os dois a gritar um com o outro.

-Também acho melhor. Estou farto destas merdas. Eu quando chegar vou ter aí a tua casa.

-Como queiras. Faz boa viagem.

-Obrigada. – agradeceu e eu desliguei o telemóvel sem me despedir dele. Depois disto não merecia."

 

Atirei o telemóvel contra o chão. Estava enervada e furiosa com ele. A nossa relação, se é que isto se pode chamar relação vai ter que acabar. É o melhor para mim. Estou farta de sofrer por quem não merece. Dirigi-me à casa de banho, liguei a água, despi-me e enfiei-me na banheira. Demorei bastante tempo no banho porque estive a relaxar. Saí da banheira e peguei em duas toalhas. Uma enrolei-a á volta do corpo, outra no cabelo. Abri a porta e o Frederick estava encostado à parede, certamente à espera que eu saísse da casa de banho.

 

-Bom Dia! – disse ele todo sorridente.

-Bom dia. – sorri sem animo nenhum e segui caminho até ao meu quarto, ele vinha atrás de mim.

-O que é que se passa? Não me pareces nada bem. Foi o Tomás? – como é que ele sabe? Será que me conhece assim tão bem?

-Não. Não te preocupes. – não lhe ia contar a verdade. Ele não precisava de saber.

-Deves pensar que me enganas. Quando é que falaram? – chato.

-És mesmo chato… Hoje, de manhã. – ele sentou-se na minha cama e eu estava de costas para ele a mexer numas coisas na secretaria.

-E…? Conta lá gordinha. – e agarrou-me na cintura, rodando-me de forma a eu olhar para ele.

-Gordinha? Quem te dera obeso. – pus-lhe a língua de fora.

-Pronto eu sei que tu és linda e que eu não passo de um feio mas não é necessário seres tão má.

-Se todos os feios fossem como tu isto aqui era um paraíso. – ele partiu-se a rir com a minha frase… super estúpida!

-Hoje estás tão toninha. Mas vá, conta lá…

-Não há nada para contar. Para variar discutimos e ainda por cima ele hoje vem para cá… - bufei.

-Tem calma. Só não entendo como é que me tens aqui a mim e ainda andas atrás do português. Os ingleses são sempre mais sexys. – riu-se.

-Frederick está caladinho. Não me chateies que eu estou sem paciência para as tuas piadinhas parvas. Deves pensar que eu mando no meu coração. Eu é que tenho culpa de gostar dele…

-Pronto, desculpa. Só te queria fazer sorrir. – fez uma pausa e olhou para mim. –Isabella…

-Diz…

-E o que aconteceu ontem…? Nada? É para esquecer…? – agora até tive pena dele, com aquela cara tristinha e super tímido.

-Não sei… Não me perguntes mais nada sobre isso. A minha cabeça neste momento tem tudo baralhado. Só te peço que não esperes por mim, segue em frente.

-Eu espero por ti se quiser, tu não tens nada a ver com isso. E eu vou esperar o tempo que for preciso.

-Frederick, eu não quero que faças isso. Tens aí tantas raparigas giras atrás de ti por isso não tens motivo nenhum para ficares à espera de uma que não sabe para que lado é que se há-de virar.

-Elas até podem ser muito giras mas nenhuma é como tu. Isabella faz aquilo que tu achas que é melhor para ti, aquilo que te vai fazer feliz… só te digo uma coisa, tu vais ser minha custe o que custar. – riu-se e mordeu o lábio que me fez quase cair para o lado.

-Falas de mim como eu se fosse um brinquedo. Mesmo que namoremos eu nunca vou ser tua. Eu sou de mim própria. – ri-me.

-Eu depois digo-te quem é de quem. – riu-se.

-Não sejas parvo. Hoje ficas cá á tarde? – perguntei.

-Sim, tenho de estudar. E tu?

-Eu também fico.

-Ainda bem pequenina. Olha vou tomar banho e já venho ter contigo. – sorriu e já ia a sair do quarto.

-Espera aí… - ele olhou para trás e entrou novamente, aproximei-me dele e dei-lhe um abraço. –Obrigada. – sussurrei-lhe ao ouvido e dei-lhe um beijo na bochecha.

-Não me agradeças e para a próxima não me agarres, nem me sussurres ao ouvido e muito menos me des uma beijo na bochecha porque eu tenho medo de me descontrolar. – riu-se.

-Estúpido. Para a próxima vais ver.

-Estava a brincar. – riu-se. –Fica sabendo que eu gosto muito de ti. – sorriu.

-Eu também gordo.

 

Ele saiu do meu quarto e eu fechei a porta. Peguei em roupa interior e vesti. Como não ia sair de casa vesti uns calções curtinhos pretos e uma t-shirt branca com uns desenhos. Calcei umas havaianas e arrumei as roupas que tinha pelo quarto espelhadas. Ouvi a porta da casa de banho a abrir por isso o Frederick já tinha acabado de tomar banho. Sai do meu quarto e encontrei-me com ele no corredor. E lá vinha ele com uns boxers pretos vestidos e com a água ainda a escorrer-lhe pelo corpo atlético. Que visão… Acorda Isabella! Ele é muito querido, simpático, fofinho… e deus grego mas ainda és uma rapariga comprometida!

 

-Vou secar o cabelo. – avisei-o.

-Está bem. O que é que fazemos para o almoço? – perguntou.

-Eu depois faço qualquer coisa, pode ser? - sorri.

-Claro.

 

Ele seguiu para o quarto e eu para a casa de banho. Sequei o cabelo e coloquei perfume. Limpei a casa de banho porque para variar a criatura do Frederick não sabia tomar banho sem inundar a casa de banho. Quando acabei, fui para a sala ver um bocado de televisão porque ainda era cedo para almoçar. Passado pouco tempo o Fred veio ter comigo.

 

-Não vais fazer o almoço? – perguntou-me.

-Ainda é cedo.

-Vai fazer agora. Estou a morrer de fome. – pediu.

-O que é que queres comer?

-Aquela massa que tu fazes super boa.

-Outra vez isso? - já era para aí a centésima vez que eu vazia aquilo em uma semana.

-Anda lá. – fez beicinho.

-És mesmo chatinho. Anda me ajudar então.

-Tchii, ó Isabella… deixa-me ficar aqui a ver televisão.

-Ficas aí mas também não comes.

-Pronto, pronto, já estou a ir. – levantou-se num instante do sofá e fomos os dois para a cozinha. Eu comecei a fazer a massa e a carne e ele colocou a mesa e fez a salada. Almoçamos descansadamente e depois ele arrumou a cozinha. Só para que fique claro, ele arrumou porque eu obriguei, não por vontade própria como é lógico. Lá para as duas ele foi para o quarto estudar e eu fiquei na sala. Estava entretida a ver televisão quando a campainha tocou. –Eu vou. – gritei para o Frederick. Abri a porta e era o Tomás. Já esperava que fosse ele por isso não fiquei surpreendida.

 

-Olá. – disse. Ia dar-me um beijo na boca mas eu desviei-me. Ele bufou.

-Queres ficar aqui na sala ou vamos para o quarto? – perguntei-lhe.

-É-me igual. – puxei-o para o quarto.

-Trouxes-te aquilo que os meus pais me enviaram? – perguntei-lhe.

-Sim, pega. – deu-me uma mala.

-Obrigada. – pousei-a em cima da cama. -Podes te sentar. – ele sentou-se e eu encostei-me à secretaria. Ficamos em silêncio durante algum tempo. O Tomás olhava para o chão e eu para a janela. Já estava farta deste silêncio todo por isso decidi intervir. –Tomás… começas tu ou eu? Estou à espera.

-Não sei o que é que queres começar.

-Na minha opinião temos de conversa…  Não estamos nada bem e eu estou a ficar farta das discussões e dos teus ciúmes parvos.

-Ciúmes parvos? Eu bem vejo como é que ele olha para ti. Os vossos olhares um para o outro. Achas que eu sou parvo, achas Isabella? – e lá começou ele a gritar.

-Sinceramente acho. Entre mim e o Frederick não existe absolutamente nada a não ser amizade, mas se não confias, o melhor é acabar com esta palhaçada. Acho que já aguentei tempo demais.

-Isto para ti foi uma palhaçada, foi? Eu vim de propósito ter contigo, porque te amava, amo. E tu estás a chamar a isto palhaçada?

-Não, não foi uma palhaçada. Foi uma coisa que eu quis e que tu quiseste por isso temos os dois responsabilidade. Só acho que já há algum tempo que não existe confiança da tua parte, e isso estragou a nossa relação.

-Eu confio em ti, só não confio no inglês.

-Se confiasses em mim não me acusavas como fizeste no telefonema. – já estávamos a berrar um com o outro. – Também, ninguém me garante que tu não te envolves-te com ninguém em Portugal. Afinal tens por lá muitas amiguinhas.

-Eu era incapaz de te trair. Apesar de tudo amo-te e secalhar é por isso que não suporto perder-te graças ao outro.

-Tomás por mim damos um tempo. Eu já não aguento mais sentir-me pressionada pelos teus ciúmes e discutir dia sim, dia não por coisas absurdas. Se não existe confiança é melhor acabar com isto.

-Se é assim que queres eu não sou ninguém para te impedir. Como é que ficamos? Acabou? Para sempre?

-Vamos dar um tempo. Isto assim não está a dar. – já nos tínhamos acalmada e agora falávamos tranquilamente.

-Como queiras… Já sabes que se precisares de alguma coisa estarei sempre aqui. Não quero perder a tua amizade porque foste demasiado importante.

-Obrigada. Também estarei sempre aqui se precisares. Só te peço que me des tempo para pensar melhor nisto.

-Está bem. Eu vou indo porque não estou aqui a fazer nada. Olha, pega isto. Eu comprei-te este fim-de-semana em Portugal. Espero que gostes. E também tenho aí uma carta que podes ler se quiseres – deu-me uma caixinha.

-Fica com isso para ti. Eu não quero. -disse-lhe.

-Isabella eu não quero isso para nada. É uma prenda de um amigo, não de namorado. – sorriu tristemente.

-Como queiras Tomás… assim é melhor.

-Eu vou indo. Fica bem. – deu-me um beijinho na cara e saiu disparado do quarto. Passado uns segundos ouvi a porta a bater. Suspirei e sentei-me na cama com o embrulho e a carta nas mãos.

 

 

Mariana Mariana às 17:11 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Segunda-feira, 25.04.11

(?)

 

 

Olá Queridas Leitoras! :p

Tomei um decisão.

Pelos comentários que tive maior parte das pessoas pediu para postar sempre que puder. Por isso mesmo vou fazer o que me pediram :)

Então vai ser assim, sempre que tiver um capítulo pronto irei postar.

Aviso já que vai ser muito raramente porque este ano tenho exames no final do terceiro período e quero aplicar-me mesmo muito para manter as minhas notas. Com isto não irei ter muito tempo para vir ao computador muito menos para escrever seja o que for.

Espero que compreendam e que continuem a seguir as minhas histórias por muito más que elas sejam xD

Prometo que durante as férias de Verão vos irei recompensar ;)

Beijinhos*

 

 

PS: Obrigada pelas vossas opiniões quanto ao que devia ou não fazer.

 

Mariana Mariana às 15:31 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 21.04.11

Não tenho imaginação para o título. E agora? :o

 

 

 

Estou a pensar seriamente em suspender o blog até acabar este ano lectivo, ou seja até começarem as férias de Verão.

Não postarei nenhum capitulo até lá mas depois continuarei a história. Se preferirem vou postando  muito raramente até ao verão mas na minha opinião isso iria ser confuso porque provavelmente vocês iriam-se esquecer do capítulo anterior devido ao espaço de tempo entre eles.

Peço-vos imensa desculpa mas acho que não consigo fazer capítulos decentes no período de aulas pois não vou ter muito tempo para me dedicar a eles.

Mesmo assim queria saber a vossa opinião. Acham que devo postar raramente até começaram as férias de Verão ou retomar nas férias?

Beijinhos

 

 

Mariana Mariana às 19:56 | link do post | comentar | ver comentários (11)

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